CVSP – Centro do Voluntariado de São Paulo

Quem São: Missão e Objetivos

A missão do CVSP é incentivar e consolidar a cultura e o trabalho voluntário
na cidade de São Paulo e promover a educação para o exercício consciente da solidariedade e cidadania.

O CVSP tem como objetivos:

- Promover a cultura e o valor do trabalho voluntário por meio do incentivo à solidariedade e cidadania, tendo em vista o atendimento das necessidades sociais e de qualidade de vida dos moradores do município de São Paulo.

- Expandir e qualificar o trabalho voluntário nas diversas áreas de ação social, transformando necessidades sociais em oportunidades de participação solidária.

- Incentivar a formação de novos centros e núcleos de voluntariado e estabelecer uma rede de relações com o movimento nacional e internacional de trabalho voluntário.

artigo sobre cães-guia – Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo

cão-guia

 

Vida -
Treino de cães-guia vai ganhar normas

Governo federal e Inmetro finalizam as regras; País têm apenas 70 desses animais

25 de abril de 2010 | 0h 00

Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo

Caminhar sem bater a cabeça nos orelhões, andar sem tropeçar nos buracos das calçadas e pegar um ônibus sem precisar dar o braço a alguém. Para quem não pode ver os caminhos da cidade – e os obstáculos que eles guardam -, ter um cão-guia é como ganhar novos olhos, braços e pés para enfrentar a metrópole. Apesar da transformação que o animal causa na vida da pessoa com deficiência, conseguir um ainda é muito difícil no Brasil.

Na tentativa de aliviar o atual cenário – o País tem 5,4 milhões de pessoas com perda visual severa e cerca de 70 cães-guia -, políticas públicas começam a surgir no setor. O governo federal e o Inmetro estão finalizando a regulamentação dos centros de treinamento e da prática de treinadores autônomos de cães. A previsão é que o decreto seja consolidado neste semestre. “É a partir desse instrumento que vamos organizar tudo”, diz Hélcio Rizzi, coordenador-geral de projetos da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Em paralelo, a Universidade de São Paulo e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência estão definindo o projeto arquitetônico do prédio que abrigará a escola de instrução de animais e treinadores. Por ano, serão formados 25 instrutores e treinados 30 cães.

Estima-se que existam 12 mil pessoas nas filas de organizações não governamentais e centros de treinamento à espera por um cão. A International Guide Dog Federation, na Inglaterra, recomenda que eles sejam treinados e doados por instituições e escolas. Mas é possível comprá-los fora do País. Também há treinadores autônomos que cobram para instruir os animais.

“Vender um cão é errado, porque normalmente quem necessita de um é quem precisa se virar, trabalhar, e não tem dinheiro para comprá-lo”, afirma o treinador Fabiano Pereira, da Escola de Cães-Guia Helen Keller, de Camboriú (SC).

Por causa dos custos elevados – o treinamento e o acompanhamento do animal custam, em média, R$ 25 mil (mais informações nesta página) -, os centros vivem de doações e realizam parcerias com empresas, em busca de patrocínio, e escolas estrangeiras. Em razão desses convênios, quem traz um cão dos EUA, por exemplo, se comunica em inglês com o animal no início.

Instituto IRIS

Mesmo com as parcerias, as dificuldades financeiras dessas instituições são grandes. “A situação é precária porque sem recursos é difícil continuar o trabalho”, afirma Moisés Vieira Júnior, instrutor do Instituto Iris.[ ]

[/ ]Encontro. Para se tornar dono de um cão-guia, os interessados devem se inscrever na seleção realizada pelos centros. Não há um número oficial de escolas no Brasil, mas calcula-se que, além dos treinadores autônomos, existam cerca de dez – entre as quais estão o Instituto Iris (SP), Helen Keller, Integra (DF) e Cão-Guia Brasil (RJ).

É recomendável que o candidato seja maior de idade, pois será responsável pela vida do cão, com cuidados que vão da escovação do pelo à vacinação. Após a inscrição, o interessado passa por uma avaliação que considera atividades cotidianas, como trabalhar e usar o transporte público, já que o cão deve ser destinado a pessoas com vida ativa.

Ao receber o cão-guia, a vida da pessoa com deficiência visual ganha níveis de independência e segurança antes nunca experimentados. “Não conseguia sair sozinha da minha casa e ir até o ponto de ônibus”, lembra a estatística Katia Marques, de 27 anos, que é guiada por Sam, um labrador amarelo.

A conquista ganha contornos ainda mais especiais para aqueles que se

Erséa - Instituto IRIS

recusavam a usar a bengala. “Tinha horror da bengala, sempre a escondia”, lembra o advogado Genival Santos, de 31 anos, que perdeu a visão aos 17. Hoje, ele, que é noivo de Katia, convive com a cadela Layla, de 4 anos. “Com a bengala, as pessoas te olham com pena, porque ela te expõe como deficiente”, explica a técnica de vendas Érsea Alves, de 55 anos. “Agora, elas olham para o Toby”, conta ela sobre seu labrador de 3 anos.

A dimensão do vínculo afetivo criado entre o dono e o cão-guia, segundo os usuários, é difícil de compreender. “É a forma mais pura de amor. É uma parceria, uma parte de você e um amor de pai para filho”, resume o repórter do Estado Lucas de Abreu Maia, que é guiado pela cadela Annie há 6 anos.

Desafios. Quando o adestrador George Harrison, que toca o projeto carioca Cão-Guia Brasil, foi entregar ao dono a cadela Raíssa, o primeiro cão do programa, teve uma surpresa. “Descobri que se tratava de uma comunidade de baixa renda, um espaço geográfico caótico, sem calçada, meio-fio ou asfaltamento.” O resultado: teve de treinar novamente Raíssa, que hoje guia o músico Antônio da Silva, de 21 anos.

Além da logística difícil da cidade, os novo usuários ainda têm de se adaptar aos insistentes pedidos de pessoas que querem brincar ou fazer carinho no cachorro – o que não é recomendável, porque o animal não deve se distrair do “trabalho” de guia.

Dani Kovacs - IRIS

Porém, apesar da curiosidade, muitos enfrentam preconceito. “Já chamei a polícia em um restaurante e fui agredida no metrô por uma mulher que achou um absurdo ter um cão no vagão”, diz Daniela Kovacs, de 30 anos, companheira do labrador Basher há quase 3. / COLABOROU CLARISSA THOMÉ, DO RIO

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100425/not_imp542665,0.php

Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo

A lei federal nº 11.126, de 2005, garante a toda pessoa com deficiência visual – como cegueira e baixa visão – que tem um cão-guia o direito de entrar e permanecer com o animal em veículos e lugares públicos e privados. O texto assegura a presença do cão-guia em todo tipo de transporte interestadual e internacional – desde que a origem tenha sido em território brasileiro.

Impedir ou dificultar o acesso do usuário e do cão-guia nesses lugares é discriminação. A punição vai de multa à interdição do estabelecimento. O usuário deve portar sempre consigo o atestado de saúde e vacina do cão, além da carteirinha que comprova que o animal é um cão-guia.

Thays e Boris - Metrô SP

Em 2000, um caso polêmico em São Paulo chamou a atenção. A advogada Thays Martinez foi barrada no metrô quando tentou entrar com seu cão-guia Boris. Ela abriu uma ação contra a empresa e obteve liminar que a autorizava a usar o metrô acompanhada de Boris (leia depoimento nesta página). Em 2004, o então governador Geraldo Alckmin regulamentou uma lei estadual que permite o acesso de cães-guia em transportes e prédios públicos. A lei federal seria aprovada no ano seguinte. O processo de Thays acabou em 2006. Ela e Boris venceram a ação.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100425/not_imp542666,0.php

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futuro cão guia

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